As cores fugiram pela janela
Ficou o cinza colado na pele
Cada manhã é um teto que desaba
Sobre um corpo que nem sempre é ele
Não é dor, é ausência
É o quarto encolhendo a cada respiração
Não é fraqueza, é gravidade
Puxando o corpo pro chão
Peso do vazio
Não tem nome, não tem grito
Só o silêncio que apodrece
Dentro do que fui e não repito
Peso do vazio
Carrego o que não se vê
Enquanto o mundo gira feliz
Eu apenas sobrevivo, sei
Sorrisos que aprendi a desenhar
Máscaras que não enganam ninguém
Só eu sei o tamanho do buraco
Que carrego e finjo que não tem
O vazio não grita, ele sussurra e consome
Cada dia uma batalha que ninguém vê, ninguém nome
Peso do vazio
Não tem nome, não tem grito
Só o silêncio que apodrece
Dentro do que fui e não repito
Peso do vazio
Carrego o que não se vê
Enquanto o mundo gira feliz
Eu apenas sobrevivo, sei
E o peso continua
Mesmo quando eu finjo estar leve