Isolado em minha casa
Para mim o tempo passa
Devagar
Como um monge na caverna
Fico longe da baderna
Para ter um pouco de paz
Eu me dou com todo mundo
Horas passam num segundo
No meu lar
Quero receber visitas
Ofereço umas biritas
E na pista vou me acabar
Para o cais
Volto para não naufragar
Para o caos
Vou quando está calmo demais
Nós agora estamos juntos
Temos em comum o mundo
Pra cantar
Se é o chão que nos segura
Dia claro e noite escura
Lá no céu vão se misturar
Como lixas e veludos
Nossos graves e agudos
Vão soar
Nós agora estamos nessa
Depois da calma e da pressa
Vamos para o mesmo lugar
Para o cais
Deixando a maré nos levar
Para o caos
Sem medo de não mais voltar


















































