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Confira a Letra Caminho do Assassino - Demônia Primordial (Lord Of The Mysteries)

Algoritmo Sonoro

Caminho do Assassino - Demônia Primordial (Lord Of The Mysteries)

Vinte e dois caminhos à frente, um eu escolhi
O da sombra e do desejo, que ninguém ousa seguir
No reflexo do espelho, o mundo distorce
E cada olhar que cruzo é um fio que morre

Entre o toque e a morte, o encanto e o veneno
O poder é suave, o fim é sereno
Sou perfume e praga, sou dor e delírio
E nas ruínas do prazer
Construo meu império lírico

Na sequência nove
O assassino desperta
Silêncio que corta, presença que acerta
Lâminas dançam sob o luar carmesim
Cada golpe é um beijo que chega ao fim

Novo sombras, apago a respiração
O corpo cai, é pura sedução
A morte é lenta, mas doce e gentil
Pois o toque da noite é sempre sutil

Na sequência oito
O Instigador
Falamansa, discurso que inflama o rancor
Deixo o medo ferver na mente dos tolos
Desfaço alianças
Corrompo os protocolos
Palavras são lâminas, venenos que guio
Em cada mentira, o caos é o fio
O riso ecoa, o mundo se parte
A discórdia nasce como obra de arte

Na sequência sete
Desperta a Bruxa
Espelhos quebrados, o véu me escuta
Rituais de desejo, encantos de dor
Transformo tua vontade em meu favor

Assim que o ritual se completa
Me torno mulher
E o mundo esquece quem fui
Meu olhar é magia, minha pele é feitiço
Entre tua fé e teu vício
Deixo indício
Em névoa danço, em fogo me escondo
Sou tentação que move o mundo
No espelho
Vejo mil faces sorrindo
Cada uma prometendo um fim distinto
Entre a luxúria e a profanação, danço sozinha
Sou o pecado que florescer na linha fina

Nem anjo, nem besta
Apenas o desejo
Que queima, corrompe e molda o ensejo
Quem me encara, já está perdido
Pois o prazer que ofereço é proibido

Sequência seis
O prazer é maldição
Teu corpo é altar, tua dor é canção
Carícias são lâminas, risos são aço
E o gozo é queda, não há regaço

Nas teias que teço, teu fôlego some
Beijo de sangue, pecado sem nome
Em cada gemido, um juramento oculto
Em cada toque, um fim absoluto

Na sequência cinco vem a Aflição
Riso e tormento em plena união
A pele arrepia, o espírito geme
Na dor mais doce o desejo se teme

Choro e prazer dançam em espiral
O limite se perde, o toque é fatal
Teu amor se consome, teu medo floresce
E o que era vida, agora me obedece

Na sequência quatro o Desespero nasce
Os céus em emudecem, a razão desfaz-se
Cada suspiro é uma súplica muda
Cada sonho é ruína que o medo sussurra

Rostos derretem no espelho trincado
O tempo implode, tudo é passado
Deus se cala, o mundo emudece
E só o vazio me reconhece

Na sequência três, sou eterna e imperecível
A morte me toca, mas sou intangível
O corpo se quebra, mas sempre retorna
Sou o eco do caos, a vida que deforma

O tempo é um véu que já desfiz
O ontem e o amanhã são o que sempre quis
Cada recomeço é um novo pecado
E o inferno inteiro é meu reinado

Na sequência dois, vem a catástrofe
A terra treme, fúria se faz nítida
Tempestades dançam ao som do meu riso
Destruição e prazer, meu paraíso

Montanhas caem, mares se erguem
As leis se distorcem, as formas se perdem
Do centro do caos, ergo um trono invertido
Pois no fim de tudo, só o desejo é vivido

Na sequência um, o Apocalipse respira
O fim do mundo é só minha ira
A criação se curva, o firmamento desaba
E a realidade por fim, se acaba

O que era humano dissolve em lamento
Sou o princípio e o renascimento
Do nada surgem ecos e formas
No beijo do fim, tudo se deforma

Na sequência zero, o silêncio é total
O nome se perde, o ser é fatal
Sou a primeira e a última canção
O útero do caos, a própria perdição

Antes do tempo, além da razão
Entre o gozo e a aniquilação
Nada se salva no silêncio que teço
O universo inteiro afunda no enredo que começo

O caminho termina onde tudo começa
Entre a beleza que mata e o toque que confessa
Não há redenção, só fascínio e ruína
E até a luz mais antiga se rende à ruína

Para além do Zero, onde o desejo devora o próprio nome
Onde o prazer é lei e toda virtude se consome
Não sou sequência, sou o ápice da perdição
A chama eterna que transforma pecado em criação

Ali onde corpos e almas deixam de dividir forma
Onde toda moral se rende e toda fronteira se transforma
Ergo-me sobre o delírio, sobre a carne em chama
A vontade suprema que seduz, corrompe e clama

O mundo rui, mas o desejo impera
E na sombra eterna, minha vontade espera
Sou o sussurro no fim do ritual
A origem e o fim
O pecado primordial