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Confira a Letra Lampião - Maldição do Sertão (feat. Henrique Mendonça)

AniRap

Lampião - Maldição do Sertão (feat. Henrique Mendonça)

Quando olhei a terra ardendo
E todo sangue no sertão
E perguntei pra Deus do céu se
A minha alma tem salvação

Eu perguntei
Pra Deus do céu se
A minha alma
Tem salvação

Justiceiro errante
Debaixo do céu escaldante
(Desce o tiro neles!)
Não
Tamo pela grana
E não pela matança

Tiro de quem já tem o bastante
Entregando pra quem sobrevive
Em meio à lama
Essa passou perto
Toma mais cuidado

Não somos heróis
É bom deixar lembrado
Tudo que fazemos
É pra ajudar aqueles que não recebem auxílio
Somos o mal necessário

Lua no céu
Ilumina pra mim
O fim
Pai Nosso no céu
Não me desampare aqui

Eu ouvi
Maria envenenada
Meu bando inteiro
Foi morto por nada

Juro, cês vão me pagar
Dou minha alma
Mesmo com a minha cabeça arrancada
Vou voltar pra me vingar

Eu não sou seu Deus
Mas, você não tá mais sozinho
Acordo fechado
Tô faminto

Fica calado
Vamos indo
Até eu ter minha vingança
Te alimento com qualquer carniça que eu achar no caminho

Maria, vou me atrasar um pouco
E por que vai se atrasar?
É que eu fiz um pequeno acordo
Eles vão ter que pagar

Enquanto o sol nascer no céu
Enquanto o céu cobrir o mar
O Lampião não pede arrego
O Lampião vai te pegar

Até com diabo
Eu faço acordo
Esse misera
Vou matar!

Eu arrodeio o inferno todo
Mas não vou deixar pra lá
Enquanto o sol nascer no céu
Enquanto o céu cobrir o mar
O Lampião não pede arrego
O Lampião vai te pegar

Eu tô com fome, garoto
Cê prometeu
Eu já falei pra você esperar um pouco
Por que quer ajudar alguém
Que mal conheceu?

Porque eu ainda sou um justiceiro pro meu povo
Fomos rendidos
Cê tá correndo por quê?
Não viu que a comida ficou pro outro lado

Ei, cale a boca
Não se mete nisso porque
Eu mesmo vou lidar com esses desgraçados

Falou isso e depois foi capturado
Tira a cruz do peito
Se quiser ser salvo
É hora da janta e não adianta
Rezar o Pai Nosso pro diabo

Eu ajudo os outros
Pois tenho fé nas pessoas
Batem a porta na sua cara
Ainda acha que elas são boas?

Tem um homem morrendo
Mas ninguém me ajuda
Parem pra pensar
Podia ser um filho seu

O povo que cê acuda
Também nega ajuda
E ainda dizem que o mau sou eu
Esse cara tem família
Tá preocupado com a filha

Mas num instante tudo muda
A atmosfera se transforma
A consciência é perdida
A mente fica faminta

Transformação de lobisomem
Aparece sem lua nova
Vamos garoto
Permita que eu assuma essa briga

Uma boca grande
Pra compensar a caça que me renova
Pera, Pera
Esse gosto é muito amargo

Você tá de sacanagem?
Caralho volta pra fora
O gosto dele é nojento
Ei, esse sangue é meu ou seu?

Tô vomitando tripa e osso
De todos que a gente comeu
Esse gosto podre não me satisfaz
Acho melhor deixar tudo isso pra trás

Eu vou resolver do meu jeito
Na bala é mais eficaz
Até que você não é tão fraco
Quanto eu disse

Ainda não creio
Que aquilo não é ficção
Garoto, cê nem faz ideia
Do que existe na escuridão
Desse imenso e vasto sertão

Maria, vou me atrasar um pouco
E por que vai se atrasar?
É que eu fiz um pequeno acordo
Eles vão ter que pagar

Enquanto o sol nascer no céu
Enquanto o céu cobrir o mar
O Lampião não pede arrego
O Lampião vai te pegar

Até com diabo
Eu faço acordo
Esse misera
Vou matar!

Eu arrodeio o inferno todo
Mas não vou deixar pra lá
Enquanto o sol nascer no céu
Enquanto o céu cobrir o mar
O Lampião não pede arrego
O Lampião vai te pegar

Cabra que usa pulseira
No pescoço um medalhão
Cabra com esse jeitinho
No sertão de meu padrinho
Cabra assim não tem vez não (não)
Não tem vez não (não)
(Cabra assim não tem vez não)