O meu corpo se embriaga
Quando você me afaga
E a cidade se apaga
Pra assistir nosso clarão
Logo o drama se instala
Dentro dos quartos de todas as casas
Eles querem mas não conseguem
Imitar nosso clarão
Trânsito para, tudo congela
Grita o guarda: Deus nos acuda!
Parece praga, mas que nada
É só falta do clarão
Céu que ilumina, chão que estremece
Frio na espinha e nos pelos que crescem
Todos sentem mas não entendem
De onde vem esse clarão
Mas quando a gente se encontra
Emaranhados, meu corpo desmonta
Eu completa, você inteiro
Prontos pra mais um clarão