Não à toa o nome disso é presente
Ganhamos um diariamente
Nesse meio infinito, o fim também é o início
Quantos motivos pra garganta dar um nó?
Quantos rasgos pra tampar com retalhos?
Quantas pancadas pra formar meu temporal?
Tantas versões pro mesmo final
Presos no anzol da interrogação
Se debatendo até virar refeição
Como se fosse uma pequena isca
Presos no anzol da interrogação
O tempo há de comer
Mas, por enquanto, só petisca
Devorando aos poucos
Digerindo as questões
Ontem mais um se foi, é o spoiler da vida
Hoje alguém chegou e a sequência é mantida
Amanhã é outro dia não dá pra saber
O que vai ser