[Enredo: Vento que Venta lá, Venta cá, Salve o Caboclo Ventania]
Sopra a vida, luz do criador
Reluz a mina e resplandece a minha flor
Paira no vento que nem poema
Cheiro de mata que vem, Jurema Juremá
Mãe Bastiana girando a saia
Cabocla vestir samambaia
Revivendo meu caminhar
Caravelas pelo mar, desbravador
Pelas águas a rainha Yemanjá
E nas histórias que incorporam esse terreiro
É caboclo ventania, é ginga de batuqueiro
Rei da caça e da mata, sob a lua de prata
Protege o meu povo com sua altivez
A cura mora em cada ancestral
Energia que emana em mim outra vez
Disputa que revela nosso céu
Faz de nós um ser eterno
Feito luz da estrela guia
Salve a força da minha gente
Que aprendeu a bater de frente
Na marra, no garbo e na poesia
Kio kio, ô, meu guia
Flor da Mina, amor da minha vida
Que os bons ventos te abençoe
Pra desfilar nessa avenida