Ei, amigo
Se você mexer no meu copo de chopp de novo
Você vai parar no paletó de madeira
Hahahahahahahaha!
Ah, yeah, yeah, aham, ahn, o Iluminado (damn!)
Yeah, 2024, o novo ano lírico (ha, ha, ha-han, han)
Eu sou filho de Cartola, tento conversar com rosas
Balas não me furam, meu corpo é fechado
Faca na minha bolsa, meu corpo é fechado
Dificuldade explica o ódio do soldado
Meus negos desfilam em passarelas
Mesmo tendo vendido o mesmo que o Pablo
Mesmo que eles se vendam pra comprar uma casa
A alma tá vendida pra comer um prato
Ninguém fala do nego quando tá sumido
Olha pro fulaninho, agora tá de carro
De onde vem a grana, de onde tá surgindo?
A peça tá na cara, parando o tráfego
Falando de tráfico, tradição é vender o máximo
Final do plantão queima o básico, bélico
Respeitando o código, armamento lírico se mostra necessário
Arma à guarda sem achar nenhum adversário
Levemente escaldado
Navalha no bolso, eu me sinto Madame Satã
Cantando programas, meus ouvintes são o meu divã
Fazendo rima até de manhã
Isso é Música Popular Brasileira, hm
Até quando esse papel e caneta vão salvar minha vida?
São tantas perguntas, eu me sinto sem saída
Revolta virou minha válvula de escape
Explosivo espalhando tudo tipo uma Doze
Ódio respingando em quem quer o meu bem
Liricamente sinistro, carapuça que eu visto
Enquanto invisto tempo em grana, quanto tempo que eu tenho perdido?
Se antes tivesse visto todo o compromisso, mas agora
Pensamentos são chuviscos






























