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Confira a Letra Última Ceia

Luke Lotus

Última Ceia

A mesa tá posta, mas o amor não veio
Só restaram os talheres e um vazio no meio
Você senta, finge calma, mas nos seus olhos, guerra na alma
Silêncios mastigam tudo o que restou
Nosso banquete virou o fim que se tocou
Não tem mais gosto, nem cor, nem sal
Só lembranças servidas no final

A mesa posta, luz de vela, teu olhar é promessa e condenação
O vinho na taça parece sangue e o pão carrega nossa traição
O silêncio corta mais que faca, Enquanto teu toque me despedaça
É um banquete de despedida, onde o amor já perdeu a vida

Brindamos com taças cheias de adeus
Comemos palavras que ninguém mais leu
Nos pratos, promessas não cumpridas
Na sobremesa, nossas feridas

Brindamos com taças cheias de dor
E tragamos juntos o desamor
Nos pratos, o que a gente não virou
Na toalha, o pranto que manchou

Essa é a nossa última ceia
O último ato da nossa tragédia
Te sirvo o que sobrou de mim
E engulo o fim sem anestesia
A cada garfada, um suspiro preso
A cada olhar, um pedaço de desprezo
Não vai ter volta, nem sobremesa
Só o gosto amargo da tua ausência

Essa é nossa última ceia
Entre suspiros e veneno
Te dei meu corpo, minha alma
E você me deu o veneno
Essa é nossa última ceia
Entre o amor e o abandono
Tua boca foi promessa
E o beijo, meu abandono

Eu gritei em silêncio por dentro, enquanto sorria no seu fingimento
Você cortava carne como se cortasse, o fio da gente sem disfarce
As velas ardem como meu peito, luz suave pra um fim tão desfeito
O vinho tinto parece sangue, e a sua boca mente como antes

O ouro da sala brilha falso, as paredes ecoam nossas mentiras
A cada gole, mais me afasto, mas ainda bebo, ainda insisto na ferida
Você ergue a taça como brinde, eu seguro firme, como rendição
Porque sei que é meu fim, mas ainda é tua mão que segura a minha mão

Brindamos com taças cheias de adeus
Comemos palavras que ninguém mais leu
Nos pratos, promessas não cumpridas
Na sobremesa, nossas feridas

Brindamos com taças cheias de dor
E tragamos juntos o desamor
Nos pratos, o que a gente não virou
Na toalha, o pranto que manchou

Essa é a nossa última ceia
O fim escrito na bandeja
Te entrego o que restou de mim
E você parte como quem deseja
A cada garfada, um adeus sem voz
A cada gesto, um luto entre nós
Não vai ter chance, nem surpresa
Só o gosto final da tua frieza

Essa é nossa última ceia
Entre suspiros e veneno
Te dei meu corpo, minha alma
E você me deu o veneno
Essa é nossa última ceia
Entre o amor e o abandono
Tua boca foi promessa
E o beijo, meu abandono

Não fizemos oração, nem despedida
Só mastigamos mais uma mentira
E quando o prato ficou vazio
Você sumiu, e eu também fugi de mim

Eu aceitei a dor como herança
E o pecado como oração
Mas agora o altar está vazio
E restou só a escuridão
Que o vinho leve minha culpa
Que o pão leve minha dor
E que ao partir dessa mesa
Eu não leve mais teu sabor

Essa é a nossa última ceia
O último ato da nossa tragédia
Te sirvo o que sobrou de mim
E engulo o fim sem anestesia
A cada garfada, um suspiro preso
A cada olhar, um pedaço de desprezo
Não vai ter volta, nem sobremesa
Só o gosto amargo da tua ausência

Essa é a nossa última ceia
O fim escrito na bandeja
Te entrego o que restou de mim
E você parte como quem deseja
A cada garfada, um adeus sem voz
A cada gesto, um luto entre nós
Não vai ter chance, nem surpresa
Só o gosto final da tua frieza

Foi a nossa última ceia
Num jantar sem plateia
Um brinde ao que já não se sustenta
E um adeus que o silêncio alimenta
A conta chega sem perdão
E eu pago com o resto do coração
Última ceia, fim da novela
Você de pé, eu na janela

Essa é nossa última ceia
Entre suspiros e veneno
Te dei meu corpo, minha alma
E você me deu o veneno
Essa é nossa última ceia
Entre o amor e o abandono
Tua boca foi promessa
E o beijo, meu abandono

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