Nego Braza, cemitério submerso
Nego Braza, cemitério submerso
Cemitério submerso, luzes em outro universo
Estão no descanso eterno, para sempre bantos, no paraíso belo
Sentimento vai passar, moradia onde está
Em um barco no alto mar, sufocado sem respirar
Sofrimento, como falar, transtornado vou orar
Continente a pensar, minhas raízes vou cantar
Minha língua não vai decifrar
Quando solto minha voz, o espiritual
Algo forte brilha por nós
Meu futuro é totalmente algoz
Mas não chorem, irmãos, vocês não estão sós
Cemitério submerso, luzes em outro universo
Estão no descanso eterno, para sempre bantos, no paraíso belo
Muitas almas estão partindo, e tecidos em alto mar
Muitos gritos estamos ouvindo, suas almas sobem ao altar
Minha missão não foi cumprida, meu corpo resiste ao ar
Clima de 40 graus fechado, com seres humanos cantando sem parar
Mostrando resiliência clamando, chamando, sentindo o navio parar
Chegando em terra firme, vivendo um filme de terror não dá pra negar
Firmando os pés na areia, uma nova aldeia
Aqui não é Luanda onde fomos parar?
Seja onde for, eu lembro de onde vim
Eu sei bem quem eu sou, isso não vão apagar
Cemitério submerso, luzes em outro universo
Estão no descanso eterno, para sempre bantos, no paraíso belo
Cemitério submerso, luzes em outro universo
Estão no descanso eterno, para sempre bantos, no paraíso belo
Cemitério submerso, luzes em outro universo
Estão no descanso eterno, para sempre bantos, no paraíso belo
Cemitério submerso, luzes em outro universo
Estão no descanso eterno, para sempre bantos, no paraíso belo