O nego tá moiado de suó
(Trabaia, trabaia, nêgo, trabaia, trabaia, nêgo)
As mão do nego tá que é calo só
(Trabaia, trabaia, nêgo, trabaia, trabaia, nêgo)
Ai, meu sinhô, nêgo tá véio
Não aguenta
Esta terra tão dura, tão seca, poeirenta
(Trabaia, trabaia, nêgo, trabaia, trabaia, nêgo)
Nêgo pede licença pra falá
(Trabaia, trabaia, nêgo, trabaia, trabaia, nêgo)
Nêgo não pode mais trabaiá
Quando o nêgo chegou por aqui
Era mais vivo e ligeiro que o saci
Varava estes rios, estas matas, estes campos sem fim
Nêgo era moço e a vida um brinquedo pra mim
Mas este tempo passou
E esta terra secou, ô ô ô ô
A velhice chegou e o brinquedo quebrou
Sinhô, nêgo véio tem pena de ter-se acabado
Sinhô, nêgo véio carrega este corpo cansado
Mas este tempo passou
E esta terra secou, ô, ô, ô, ô
A velhice chegou e o brinquedo quebrou
Sinhô, nêgo véio tem pena de ter-se acabado
Sinhô, nêgo véio carrega este corpo cansado






















