Chegou com as estrelas que acendia
Deitou-se numa paz abençoada
Promete, que quando partires
Me levas em ti
Havemos de nascer do mesmo rio
Abriu portas fechadas no meu peito
Gravou o verbo amor no meu destino
Um dia, quando eu acordar
Entra no meu sono
Havemos de chegar ao fim da noite
Metade de mim
É fogo do teu fogo
Beijo do teu beijo
Não partas agora
Que há anjos a ver
A porta está aberta
Mas a noite é incerta
É sempre escuro antes de amanhecer
Perdeu-se numa voz de maresia
Tatuagens e poemas pelos braços
O barco vem dormir ao cais
Depois da tempestade
Havemos de ver um filho nascer
Que asas te trouxeram até mim
Que força te prende ainda ao meu chão
Promete, que quando voltares
Me trazes em ti
E havemos de nascer noutro começo
Metade de mim
É fogo do teu fogo
Beijo do teu beijo
Não partas agora
Que há anjos a ver
A porta está aberta
Mas a noite é incerta
É sempre escuro antes de amanhecer
Metade de mim
É fogo do teu fogo
Beijo do teu beijo
Não partas agora
Que há anjos a ver
A porta está aberta
Mas a noite é incerta
É sempre escuro antes de amanhecer
É sempre escuro antes de amanhecer
É sempre escuro antes de amanhecer