Pensando em tudo o que vivi antes de ti
Pergunto-me como serei o mesmo ser
Se não puder dar o que me obriga a estrada
Tudo o que senti antes terá sido nada
Se não aquilata o que guardei só pra ti
Nas longas jornadas de todos os braços
Nos muitos abraços e beijos trocados
Até nas farpas e boas risadas
Vivência escalada à espera de ti
Meu corpo traz marcas de tudo e de nada
Não quero, de novo, voltar à estrada
Latência instalada à espera do fim
Em ti, que encerra a busca e a longa jornada
De ti, em quem sinto que tudo me trouxe do nada
Por ti, pra que eu não esqueça que a vida guardada
Sem ti, como amores de antes
É recaminhada