Se ver insuficiente
Perto dessa gente, perto desse mundo
Continuar, por mais que pela frente
Virão questões, não saberei de tudo
Eu nunca fui o mais forte, rápido ou inteligente
Sem grandes emoções, mesmo tão novo e imaturo
São traços que me puxam pro abismo que me prende
Mas escolher ficar de pé me fará colher frutos
Ouço barulhos nessas ruas, todo o corpo sente
Ao ver uma criatura, tantos dentes, obscuro
A fera troca o alvo por instinto, de repente
Diante dos meus olhos, prestes a mudar o futuro
O mundo gira e eu sinto o gosto desse sangue quente
Sinto esse poder latente, uma força que antes nunca senti
Garoto, você é mesmo diferente
Caso queira saber mais, comigo cê vai ter que vir
Fraco, insolente, acha que pode me prender?
Nesse vazio sem cor, eu vejo só uma cadeira e uma tela
Eu não quero de nada você
Mas facilmente posso usá-lo pra dominar toda a terra
Nesse mundo que vivemos, sofremos com seres espirituais
Os ecos consomem emoções dos humanos, só querem energias vitais
De algum jeito que ainda não entendo, você tem o dom de os absorver
Ei, garoto, já sonhou em ser um herói? Agora você pode ser
Não sei porque o mundo me escolheu
Alguém fraco e instável como eu
Já que é assim, então me proponho
Pra salvar o mundo dos monstros
Veja através da tela
Me verá com feras, tintas aquarelas
Quem sou não me interessa
Luto pra que seja quem quer ser
Veja através da tela
Retome o controle ou só curta a queda
Ouço os ecos que berram
Tão fragmentado a se conter
(Desista) de repente, o corpo trava
Minha mente quebrada me obriga a colocar o joelho no chão
(Desista) ah, que moleque irritante
Mas essa vai ser minha chance, veremos do que é feito então
Que ridículo esse seu corpo
Não pare de lutar se não será um estorvo
Seu mestre irá morrer, é isso que cê quer?
Então levanta a cabeça, moleque, fica de pé
Apenas controlo a respiração, sem ligar pra dor ou pra emoção
Essa não é a primeira vez que a voz da tristeza me leva pra longe
Cada vibração, no mundo mental, mais uma razão
Sei que vou cair, mas não é hoje não, mais uma resposta pra quando perguntarem o meu nome
O cabelo muda, outra intenção, outro vigor
Relaxe e veja as lágrimas de alguém que se moldou
Tanta euforia no meu peito, eu não consigo conter
Como poderá lutar comigo? Não consegue nem me ver
A densidade de cada emoção
Cria correntes, lanças na sua direção
Silenciosa e destrutiva em ação
Isso foi divertido, batalhar contigo foi realmente um turbilhão de emoção
Três vozes, um corpo, um fardo
O que era vazio pra sempre quebrado
Respirar, mas me pergunto o que virá depois das minhas ações
Além do limite, algo que irá além das emoções
Veja através da tela
Me verá com feras, tintas aquarelas
Quem sou não me interessa
Luto pra que seja quem quer ser
Veja através da tela
Retome o controle ou só curta a queda
Ouço os ecos que berram
Tão fragmentado a se conter
Veja através da tela
Me verá com feras, tintas aquarelas
Quem sou não me interessa
Luto pra que seja quem quer ser
Veja através da tela
Retome o controle ou só curta a queda
Ouço os ecos que berram
Tão fragmentado a se conter