Pratos vazios em mesas de madeira quebrada
Olhares caídos no fim de uma longa jornada
Crianças chorando com a falta do que mastigar
Enquanto os jornais só sabem de números falar
A fila do osso, o resto que sobra do dia
Um retrato cruel de uma pátria que já não sorri
O luxo dos poucos pago com a falta do pão
Deixando milhões no limite da humilhação
O estômago ronca, a dignidade se esvai!
Sob o peso de um sistema que nunca cai!
Eles ignoram a dor de quem não tem o que comer!
E deixam o povo nas sombras lentamente morrer!
Miséria e fome espalhadas pelo chão!
A face mais triste de uma grande nação!
Enquanto o poder se farta no banquete real!
O povo padece nesse inferno social!
Realidade cruel! Tragédia visível!
Realidade cruel! Tragédia visível!
Caminhar pelo asfalto quente com o saco na mão
Buscando no lixo um traço de alguma ilusão
A pele colada nos ossos mostra o descaso total
De quem governa trancado em um plano irreal
Eles prometem ajuda que nunca costuma chegar
E usam a dor como palco para se consagrar
Mas a panela vazia também pode virar tambor
Quando a revolta supera o silêncio da dor
O estômago ronca, a dignidade se esvai!
Sob o peso de um sistema que nunca cai!
Eles ignoram a dor de quem não tem o que comer!
E deixam o povo nas sombras lentamente morrer!
Miséria e fome espalhadas pelo chão!
A face mais triste de uma grande nação!
Enquanto o poder se farta no banquete real!
O povo padece nesse inferno social!
Realidade cruel! Tragédia visível!
Realidade cruel! Tragédia visível!
A mesa deles transborda com o nosso suor
Enquanto a periferia enfrenta o destino pior
Não há mais paciência quando falta o sustento!
O grito dos famintos vai virar um tormento!
Miséria e fome espalhadas pelo chão!
A face mais triste de uma grande nação!
Enquanto o poder se farta no banquete real!
O povo padece nesse inferno social!
Realidade cruel! Tragédia visível!
Realidade cruel! Tragédia visível!
O banquete vai terminar
Quando a justiça chegar