Olho pro céu de poeira e vejo a imensidão
Dizem que o peito de um homem guarda uma constelação
Cada cabeça é um mundo, cada órbita um lugar
Onde a Lua de cada um escolhe como brilhar
Umas cansaram da estrada, perderam a luz no chão
Mas a nossa é uma joia rara, de outra geração
Ela foi vista há milhões de anos, no início do universo
E hoje guia os meus passos enquanto escrevo este verso
Ninguém decifra o mistério, ninguém explica o calor
Que queima em noite de geada e cura a nossa dor
Ela não brinca de fumaça, não se esconde no breu
O mundo inteiro testemunha o que é teu e o que é meu
O vento bate na varanda, a terra treme no chão
Sinto a fogueira subindo, sinto a renovação
Prepara a alma, meu irmão!
Toda vez que o céu clareia!
Ela vem nos abraçar!
É a nossa paixão antiga!
Que ninguém vai apagar!
Olho pro alto e vejo o manto azul
O milagre sagrado da nossa Lua azul!
Indecifrável orgulho de quem aprendeu a ver
Que o brilho que nos consome não foi feito pra morrer
Nas madrugadas de inverno, quando o cansaço conduz
A gente olha pro norte e se banha nessa luz
O vento bate na varanda, a terra treme no chão
Sinto a fogueira subindo, sinto a renovação
Prepara a alma, meu irmão!
Toda vez que o céu clareia!
Ela vem nos abraçar!
É a nossa paixão antiga!
Que ninguém vai apagar!
Olho pro alto e vejo o manto azul
O milagre sagrado da nossa Lua azul!
Aquela velha e rara Lua azul
Brilhando de norte a sul