Passos leves na terra fria
Olhos meus na escuridão
Caça viva, noite guia
Pulso firme, precisão
Entre sombras me movendo
Sem deixar rastro no chão
Te observo em silêncio
Respirando tua intenção
Se tentar me decifrar
Vai se perder na visão
Sou mais velha que o tempo
E mais rápida que a razão
Não me prenda, não me nomeie
Eu pertenço ao luar
Sou o corte no silêncio
Que você não pode tocar
Entre o instinto e o desejo
Eu sou o que você não vê
Quando a noite te chama
Você corre pra me ter
Pele fria como mármore
Coração feito de caça
Pureza que nunca cede
Liberdade é minha casa
Teu reflexo nos meus olhos
Não me faz recuar
Quem me busca por controle
Nunca vai me alcançar
Se tentar me possuir
Vai virar só mais um som
Ecoando na floresta
Sem saber de onde eu sou
Não me prenda, não me nomeie
Eu pertenço ao luar
Sou o corte no silêncio
Que você não pode tocar
Entre o instinto e o desejo
Eu sou o que você não vê
Quando a noite te chama
Você corre pra me ter
Flecha pronta, respiração
Um segundo, decisão
Entre vida e ilusão
Sou justiça sem perdão
Não imploro, não me curvo
Não me dou por devoção
Meu altar é o vazio
Minha lei é solidão
Ah-ah, ah-ah
Não me prenda, não me nomeie
Eu pertenço ao luar
Sou o mito que você sente
Mas não pode explicar
Entre o instinto e o desejo
Eu sou o que você não vê
Quando a noite te chama
Você corre, mas sou eu que escolho você