Eu conto passos na calçada
Como quem tenta se encontrar
Entre sinais e propagandas
Tudo insiste em me apagar
Relógios gritam nas vitrines
Mas ninguém sabe onde vai
Somos números repetidos
Em sistemas desiguais
E se eu parar de calcular
Será que o mundo vai parar?
Não sou mais um na multidão
Nem código de identificação
Se o tempo quer me consumir
Eu vou viver antes do fim
Não vou caber na previsão
Nem me perder na equação
Se tudo é só estatística
Eu quero ser exceção
As ruas falam em silêncio
Em cada rosto sem olhar
Histórias presas no concreto
Esperando pra escapar
Os dias passam como dados
Arquivados sem razão
Mas ainda pulsa aqui dentro
Algo fora do padrão
E se eu deixar de responder
Quem vai dizer quem devo ser?
Não sou mais um na multidão
Nem código de identificação
Se o tempo quer me consumir
Eu vou viver antes do fim
Não vou caber na previsão
Nem me perder na equação
Se tudo é só estatística
Eu quero ser exceção
Se tudo tem que ter valor
Me diz então qual é o meu?
Se o mundo é feito de controle
Eu prefiro o erro que sou eu
Não sou mais um na multidão
Nem código de identificação
Se o tempo quer me consumir
Eu vou viver antes do fim
Não vou caber na previsão
Nem me perder na equação
Se tudo é só estatística
Eu quero ser exceção
Eu deixo os números pra trás
E sigo sem tradução