Uma luz rasga o céu no meio das nuvens
Um Sol mais forte do que já brilhou
Iluminando rostos perdidos na guerra
Mostrando o que o tempo não levou
Do alto desce um ser entre os ventos
Asas abertas contra o ar
Lança firme, silêncio em volta
Como se o mundo fosse parar
Uma voz vem do céu, lenta e grave
Ecoando em tudo ao redor
Ninguém sabe se é salvação
Ou o prenúncio do pior
Avante, mesmo em menor número
Há um fogo que não vai se apagar
Duas lâminas se tornam uma só
E o céu começa a chamar
E mesmo na sombra da guerra
Algo insiste em viver
Entre o medo e o impossível
Ainda há razão pra vencer
As mãos seguram o peso do destino
Uma força que não dá pra conter
Como se os céus descessem à terra
Só pra ver quem vai sobreviver
Do alto caem sinais de morte
Como pétalas brancas no ar
Mas onde tocam, tudo se rompe
Não há como escapar
Relâmpagos cortam o silêncio
Trovões começam a falar
O chão guarda histórias caladas
De quem não pôde voltar
E no alto, olhos observam
Sobre restos do que já foi
Um mundo inteiro em ruínas
E ninguém escuta depois
Avante, mesmo em menor número
O poder não vai se calar
Duas lâminas se tornam uma só
E os céus começam a lutar
E mesmo no fim de tudo
Quando tudo parecer cair
Há uma chama dentro da alma
Que ainda insiste em existir
Ainda insiste
Ainda insiste
Em existir