Espero que as canções nunca se cansem
Manchem os ouvidos com seus sais
Rasguem as bulas e as receitas
Que suas maleitas
Façam tremer os vendavais
Desejo que as canções teçam as teias
Cadeias em torno dos boçais
Acendam tochas em nossas veias
E velhas, compareçam imortais
No meio da sagrada ceia
Inundando de beleza os temporais
Espero das canções negros demônios
Que habitam o sonho a estranheza
A crueza de novos pandemônios
Abortados nos gumes dos punhais
Espero das canções sobre esta mesa
O corte afiado dos cristais