O asfalto brilha sob a luz dos postes
Vitrines frias refletem o que restou de uma esperança que a rotina sepultou
Nesta selva de pedra, quem é que ficou?
A cidade dorme o sono de concreto
Mas meu espírito insiste em vigiar
Há um sussurro vindo do deserto dizendo que o Sol ainda vai chegar
Não é apenas barulho, é um sinal
Uma frequência que o mundo não entende
O som que rompe o silêncio do mal
E no peito uma chama que se acende!
Faróis na madrugada, cortando o medo, iluminando a estrada
Do asfalto à eternidade eu vou seguir
O ruído sagrado me faz insistir!
Faróis na madrugada, a verdade não pode ser silenciada
O que eu vi e ouvi eu vou gritar
Ninguém vai me impedir de anunciar!
Esquinas mudas, prédios que tocam o céu
Gigantes cegos tentando nos distrair
Mas o véu se rasgou, eu já não sou réu
Tenho um caminho novo para descobrir
Entre o cinza e o neon eu vejo a cruz
Buscando os perdidos no meio do caos
Mais que religião, é a própria luz
Vencendo a sombra, livrando dos maus!
Pois não podemos deixar de falar o que os olhos viram
No peito vai queimar!
Não é teoria, é vida, é resgate
O amor de Deus vencendo o combate!
Faróis na madrugada, cortando o medo, iluminando a estrada
Do asfalto à eternidade eu vou seguir
O ruído sagrado me faz insistir!
Faróis na madrugada
Do asfalto à eternidade, luz na selva de pedra
Faróis na madrugada!