Olhos secos miram o horizonte de vidro
Procurando um rastro, um sopro de sentido
O deserto de espelhos reflete a solidão
Mas eu sei que existe uma outra direção
Longe das antenas, além do sinal digital
Há uma linguagem antiga, um código visceral
Não precisa de rede, não precisa de fio
Pra atravessar a noite e vencer o vazio
Um rastro no céu, um ponto no ar
A resposta que eu cansei de esperar
O fogo que queima sem consumir
É o sinal que me faz prosseguir
São sinais de fumaça na selva de pedra
A prova viva de que o amor não se encerra
É o ruído sagrado falando ao longe
A voz do infinito que em mim se esconde
Sinais de fumaça, código de luz
Me guiando pra casa, me levando à cruz
Cinza sobre cinza, a cidade tenta ocultar
Mas a fumaça sobe, impossível de ignorar
É o hálito de Deus soprando sobre o chão
Incendiando a alma, mudando a estação
Onde havia cinzas, agora há calor
Onde havia medo, hoje existe louvor
Cada nuvem branca é uma carta de amor
Enviada do alto pelo meu criador
Pode o vento soprar
Pode a chuva cair
O sinal vai ficar
Eu não vou desistir
Eu vejo o sinal
São sinais de fumaça na selva de pedra
A prova viva de que o amor não se encerra
Sinais de fumaça, código de luz
Eu vejo eu sei
O sinal está lá