(Ooh, yeah)
Tem um perigo calmo no jeito que você chega
Não fala nada mas desarma as minhas defesas
Quando encosta não é pressa, é estratégia
Você sabe exatamente onde me acalma a fraqueja
Teu olhar não pede nada, ele provoca
É promessa dita sem usar a boca
A distância entre nós vira provocação
Dos corpos discutindo sem usar razão
E se eu disser que é só conversa tô mentindo
Tem coisa no ar que não cabe em som
Você me lê no gesto mais contido
Me tira do eixo sem perder o tom
Chega mais devagar que eu gosto assim
Quando o silêncio fala mais do que o fim
Não precisa ir além pra me deixar sem chão
Seu perto já é tentação
Chega mais devagar, deixa acontecer
Até o silêncio vem me convencer
Que o problema é você
Tem algo quente escondido no seu riso
Uma faísca acalma um incêndio indeciso
Você não invade, você ocupa espaço
Desenha vontade no menor dos passos
Cada pausa sua pesa mais que discurso
Você me prende sem mudar o curso
Não é sobre rápido ou perder o controle
É saber que o desejo também escolhe
Tem nós que começa no limite do espaço
Teu corpo perto demais pra ser só acaso
Você não toca mas já muda o clima
Meu nome pesa quando você aproxima
O tempo desacelera quando a gente hesita
Seu silêncio encosta a minha pele, acredita
É no quase, no agora, no fio da razão
Que o desejo aprende outra forma de combustão
E quando você chega perto sem tocar
Meu corpo responde antes de pensar
Não é urgência, é conexão
É outro caminho, outra intenção
Chega mais devagar que eu gosto assim
Quando o silêncio fala mais do que o fim
Não precisa ir além pra me deixar sem chão
Seu perto já é tentação
Chega mais devagar, deixa acontecer
Até o silêncio vem me convencer
Que talvez eu quero você
Chega mais devagar
Chega mais devagar
(Oh, yeah)