Quando eu o vi bebendo na sacada
Taças de dores e fitando o céu
Buscando, alhures, pela madrugada
A antiga estrela que voava ao léu
Eu pude ver a sua embaraçada
Vida correndo como o longo véu
De uma cascata de água mui salgada
Criando um mar, fazendo dele ilhéu
A cada sorvo que tragava ele
Um arrepio tomava a minha pele
Em compaixão pelo seu sofrimento
Ah, se ele houvesse ali fitado a terra!
Teria visto um ciclo que si encerra
E o despontar de um novo firmamento