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Confira a Letra Rap da Ae Jin, Joo Kyung e Mo Mi: Tribunal da Aparência!

Eumak Story

Rap da Ae Jin, Joo Kyung e Mo Mi: Tribunal da Aparência!

Corpo fora do padrão, sempre alvo de zombaria
Para quem foge da régua, não existe empatia
Me condenam por não ter o que chamam de beleza
Ninguém se importa se estou afundada em tristeza

Na escola sou alvo certo de risos e piadas
Então me encolho tentando não ser notada
Mas on-line sou a Genie, a deusa da perfeição
Criada com peruca, maquiagem e muita edição

Em cada postagem, uma enxurrada de amei
Neles busco o afeto que no off nunca ganhei
Ver os seguidores subindo me gera dopamina
Mas quando a tela paga, a solidão me domina

O sucesso da Genie é pago com ansiedade
Vivo com medo de que descubram a verdade
Atrás de tantos números, quem eu mais invejava
Era quem exibia a vida simples, sem foto editada

Ter poucos likes não é fracasso, demorei pra entender
Fracasso é deixar que estranhos definam o meu ser
Recebi de poucos amigos, um amor sincero
Que milhares de seguidores nunca me deram

Cansei de ser escrava de um algoritmo
Agora mostro o rosto sem edição ou filtro
Não vou matar minha alma para ser aceita
Está perfeitamente bem não ser perfeita

Sociedade hipócrita, refém da aparência
Medem valor no frasco, ignoram a essência
Mas prefiro ser eu mesma, sem qualquer ilusão
Porque quem vê cara, não vê coração
Sociedade hipócrita, refém da aparência
Medem valor no frasco, ignoram a essência
Mas prefiro ser eu mesma, sem qualquer ilusão
Porque quem vê cara, não vê coração

Sofria todo dia devido a minha aparência
Alvo de bullying, sem pausa ou clemência
Olham pra minha irmã e dizem: Bonita
Olham pra mim e dizem: Esquisita

Minha pele é manchada, cheia de defeitos
Mas nunca recebi empatia, só desrespeito
Então achei na maquiagem um meio de mudar
Pintei um novo rosto para poder me encaixar

Não faço por vaidade, faço pra poder sobreviver!
Onde te julgam pela casca, sem nem te conhecer
Fiz amigos, mas tenho medo de revelar a verdade
E ver o carinho virar riso, e o respeito, maldade

Mesmo que insistam que sou linda naturalmente
É difícil fazer essa ideia entrar na minha mente
Anos de traumas não se curam de repente
É preciso muito esforço pra seguir em frente

Ocultei minha insegurança com a maquiagem
Até entender que valor não se define por imagem
A beleza verdadeira transcende a aparência
O que importa não é o frasco, é a essência

Chega de ser humilhada pra evitar conflito
Não me encaixar no seu padrão, não é delito
Palavras alheias já não afetam minha paz
Agora só ouço quem me ama, o resto tanto faz

Sociedade hipócrita, refém da aparência
Medem valor no frasco, ignoram a essência
Mas prefiro ser eu mesma, sem qualquer ilusão
Porque quem vê cara, não vê coração
Sociedade hipócrita, refém da aparência
Medem valor no frasco, ignoram a essência
Mas prefiro ser eu mesma, sem qualquer ilusão
Porque quem vê cara, não vê coração

Nasci pro palco, pra brilhar com maestria
Mas disseram que meu rosto não servia
Corpo de deusa, cara de demônio, o rótulo oprime
Me chamaram de feia até eu pensar ser um crime

Mesmo tendo muito talento, ninguém queria olhar
Se o rosto não vende o sonho, não te deixam sonhar
Mas se a máscara cobre o que o mundo rejeita
Na luz da câmera, eu me torno a mulher perfeita

De dia invisível, de noite a deusa que o chat venera
Mas viver duas vidas travou dentro de mim uma guerra
O refúgio virou prisão, cada clique alimenta a dor
Existir sem a máscara, agora é meu maior terror

Tomada pelo desespero deitei na mesa de cirurgia
Querendo matar a tristeza que a minha face trazia
Ganhei um novo rosto, mas a mente não acalma
Porque nenhum procedimento estético cura a alma

A beleza abriu muitas portas, e o diabo entrou nelas
Cada passo me empurrava pra dentro de uma cela
O erro virou segredo, o segredo virou minha prisão
E o medo de ser descoberta guiava cada decisão

Derramei muito sangue pra esconder a verdade
Sem saber que esse mal retornaria sem piedade
Para superar o passado, nem todo mundo é forte
De alcançar um final feliz, nem todos têm a sorte

Sociedade hipócrita, refém da aparência
Medem valor no frasco, ignoram a essência
Então nunca fui eu mesma, vivi na ilusão
Enxergando só a cara, nunca o coração