Maquiagem de guerra, brilho na pele
Metal no pulso, corrente nas lâminas
A noite me encara, luxúria na rua
Meu riso incomoda antes da batida
Piso no beco com calma absurda
O ar reconhece quem domina a festa
Onde falta coragem, sobra perfume
Onde sobra demônio, minha mão conversa
Fui moldado na sombra, frio e disciplina
Corpo obediente, mente assassina
Casa de shinobi, regra sem afeto
Nome de família com gosto de ferro
Cortei esse laço com sangue nos dentes
Troquei o silêncio por luz indecente
Minha extravagância afronta o passado
Brilhar virou golpe bem calculado
Não entro discreto, não abaixo o tom
Meu campo de luta obedece ao som
A rua vibra, a madeira responde
Teu esconderijo treme quando ouve meu nome
Eu leio tua fuga no atrito do chão
Teu peito denuncia a respiração
Meu mapa se forma no caos da cidade
A lâmina acompanha minha vaidade
Ritmo, impacto, brilho e pressão
Duas correntes girando na mão
Tengen no centro, festa mortal
O palco acende no Distrito final
Ritmo, impacto, corte e clarão
Explosão dobrando o pulso do refrão
Quando o veneno tenta me apagar
Eu bato mais forte pra continuar
Luz vermelha no vidro, sombra no teto
Perfume barato, perigo por perto
Lua no alto, sorriso de fera
A morte desfila vestida de seda
Minhas três joias valem minha vida
Prioridade gravada na carne
Vitória vazia não compra retorno
Eu volto com elas, custe o desastre
Meu braço falha, meu olho calcula
O sangue ferve, a visão fica turva
Ainda marco o tempo no meio da queda
Meu corpo protesta, meu orgulho acelera
O inimigo ri, achando vantagem
Mas perde compasso na própria maldade
Enquanto ele fala, eu monto a sequência
Partitura pronta, sentença violenta
Meu veneno tem pressa, minha alma tem palco
Meu corte faz eco no beco abafado
A festa termina com aço no ar
E o último acorde mandando calar
Ritmo, impacto, brilho e pressão
Duas correntes girando na mão
Tengen no centro, festa mortal
O palco acende no Distrito final
Ritmo, impacto, corte e clarão
Explosão dobrando o pulso do refrão
Quando o veneno tenta me apagar
Eu bato mais forte pra continuar
Meu passado queria um corpo vazio
Um rosto sem rastro, um nome servil
Mas eu fiz barulho dentro da cicatriz
Minha liberdade nasceu por um triz
A sombra ensinou a matar sem olhar
A vida ensinou quem vale salvar
Por isso minha lâmina dança feroz
Atrás do meu brilho tem gente por nós
Conta meus ferimentos, perde teu tempo
Ainda tem ritmo no meu movimento
O veneno morde, a carne reclama
Meu sangue acompanha a última chama
A corrente canta, a rua sacode
Meu golpe vem sujo, bonito e enorme
A noite inteira vai lembrar desse som
Extravagante até cair o pano
Ritmo, impacto, brilho e pressão
Duas correntes girando na mão
Tengen no centro, festa mortal
O palco acende no Distrito final
Ritmo, impacto, corte e clarão
Explosão dobrando o pulso do refrão
Quando o veneno tenta me apagar
Eu bato mais forte pra continuar
Maquiagem borrada, sorriso de pé
A noite termina do jeito que eu quiser
Deus da festividade, aço e trovão
Meu nome ainda vibra depois do apagão