Hum, hum, Sussurro das Encruzilhadas
Hum, hum, Maria Padilha de Castilha
Eu vivi entre coroas partidas e promessas quebradas
A dinastia me fez mulher em cortes de lâminas douradas
No leito de um rei aprendi o peso do nome e do trono
Que a coroa não sustenta quem perde o próprio nome
Fui mulher, fui desejo, fui culpa lançada ao fogo
Transformaram minha história em medo, em jogo
Mas na noite aprendi a não vender meu endereço
Nem trocar minha alma por brilho nem excesso
Apaguei meu nome pra manter o poder
E aprendi que mesmo perder te ensina a viver
Que o trono sem alma apodrece a estrada
E toda mentira coroada sempre é cobrada
Aprendi que Reis trocam legado por amor verdadeiro
E sustentam a escolha mesmo contra o reino inteiro
Meu nome virou peso no jogo da coroa
Mas amor assumido não se aJoelha à toa
Quem vive em verdade nunca se humilha
Caminha firme mesmo sem família
Nunca anda só quem mantém a própria vigília
Quem sustenta quem é, caminha com Maria Padilha
Escuta bem quando a encruza te chamar
Nem toda porta que brilha foi feita pra passar
Quem esquece quem é, se perde no poder
Quem honra sua sombra aprende a não se vender
Escuta bem quem caminha comigo na noite fria
O mundo testa tua verdade antes de te dar companhia
Quem vive de máscara tropeça na própria ilusão
Quem sustenta quem é atravessa a condenação
Nunca esqueça quem você foi no chão!
É ali que a verdade aprende a falar!
Quem mente pra si cava a própria prisão!
Quem se assume aprende a se libertar!
Nunca esqueça o preço da escolha!
Toda coroa pesa na mão!
Eu ensino na queda e na volta!
Verdades se firmam nas encruzas do coração!
Nunca esqueça quem você foi no chão!
É ali que a verdade aprende a falar!
Quem mente pra si cava a própria prisão!
Quem se assume aprende a se libertar!
Aprende que amor sem respeito vira laço
Que desejo sem consciência cobra espaço
Não peça justiça querendo vantagem
A encruzilhada lê a alma, não a maquiagem
Aprende a calar quando a raiva gritar
E a falar firme quando tentarem te quebrar
Quem corre do espelho repete a prisão
Quem encara o reflexo muda a direção
Aprende que poder é saber soltar
Que nem toda guerra merece lutar
Quem vive provando valor se perde no jogo
Quem se conhece atravessa ileso pelo fogo
Não me chame pra destruir por vaidade vazia
Eu corto demandas que nascem da hipocrisia
Caminha inteiro, sem pedir a luz emprestada
Eu abro os caminhos pras almas bem alinhadas
Escuta bem quando a encruza te chamar
Nem toda escolha vem pra te agradar
Quem esquece quem é, se perde no poder
Quem honra sua sombra aprende a não se vender
Escuta bem quem caminha comigo na noite fria
O mundo testa tua verdade antes de te dar companhia
Quem vive de máscara tropeça na própria ilusão
Quem sustenta quem é atravessa a condenação
Nunca esqueça quem você foi no chão!
É ali que a verdade aprende a falar!
Quem mente pra si cava a própria prisão!
Quem se assume aprende a se libertar!
Nunca esqueça o preço da escolha!
Toda coroa pesa na mão!
Eu ensino na queda e na volta!
Verdades se firmam nas encruzas do coração!
Nunca esqueça quem você foi no chão!
É ali que a verdade aprende a falar!
Quem mente pra si cava a própria prisão!
Quem se assume aprende a se libertar!