Hoje, quando der as nove horas
Vou sair na noite, feito gata
Na garupa de uma amiga ou outra
Alguma das poucas que ainda me resta
Me jogar nos braços de algum homem no caminho
Que me trate pior que você
Num comportamento falho, obsessivo
Autodestrutivo, eu vou vencer
E eu quase sou feliz sozinha
Rezo o seu esquecimento
Sinto a casca formar na ferida
Vislumbro uma vida minha por direito
Mas eu sempre volto
Eu quase te deixo sair
Mas eu sempre volto
Curada pra você ferir
E eu quase sempre choro
Pra dormir lembrando
Do que eu era antes
Nova e destemida
Pela frente, a vida
Ainda nos meus olhos
Mas eu sempre volto
Às dez você me pega, às onze se desculpa, meia-noite ainda quente
Sereno me revira, à uma me divide em duas, nua na sua frente
Mas deixe uma metade minha que te for inútil, pra que eu possa olhar o céu
E enfim (enfim) te dizer adeus
Mas eu sempre volto
Eu quase te deixo sair
Mas eu sempre volto
Curada pra você ferir
E eu quase sempre choro
Pra dormir lembrando
Do que eu era antes
Nova e destemida
Pela frente, a vida
Ainda nos meus olhos
Mas eu sempre volto
































