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Confira a Letra Antigamente (part. Alec')

Murisko

Antigamente (part. Alec')

Ventos trazem flores mortas
Levam pontas soltas
Superfície: Rocha
Roupa esconde a pele roxa
Cordas frouxas e revolta
Olhos poliglotas
Poetas são sonoplastas de uma era silenciosa
As costas pesam feito Atlas
Novas velhas normas
Homens morrem por mentiras, matam pelas notas
Vivem cegos pela ira
Andam sem ter rota
Homens amam as perguntas, odeiam respostas

Antigamente eu andava perdido e sozinho
Mas pelo menos andava
Sinceramente quanto mais eu guardo comigo, mais esse quadro se agrava
Tenho fingido que não tenho pressa
Mesmo correndo eu me sinto parado
Nunca termino nada que eu começo
Sempre tropeço no próximo passo
Antigamente eu chorava escondido
Mas pelo menos chorava
Mais machucados do que curativos
Menos amigos do que eu esperava
Antigamente eu amava o antigo
Por isso que eu me odiava
Atualmente eu nem sei o que eu sinto
O eu do futuro já sente minha falta
Antigamente eu era diferente
Antigamente eu era divertido
Antigamente minha mente me dava o que me confortava não o que eu preciso
Antigamente minha clarividência era medo de não fazer nenhum sentido
Antigamente eu podia ter sido só mais uma linha num grande tecido

Ventos trazem flores mortas
Levam pontas soltas
Superfície: Rocha
Roupa esconde a pele roxa
Cordas frouxas e revolta
Olhos poliglotas
Poetas são sonoplastas de uma era silenciosa
As costas pesam feito Atlas
Novas velhas normas
Homens morrem por mentiras, matam pelas notas
Vivem cegos pela ira
Andam sem ter rota
Homens amam as perguntas, odeiam respostas

E por isso eu abandono qualquer ímpeto da história
Que me faça aproximar e sentir falta das memórias
E no futuro eu vou olhar e sentir falta do agora
Mas eu perdi a hora e o tempo não espera eu perceber
Que ao menos uma das minhas lamentações, me levará memórias as minhas razões
E de ontem pra hoje eu deixei que as ambições, entre as confusões
Tirassem as certezas das convicções
Frequentemente eu ando perdido e sozinho
Quando que isso acaba?
Sinceramente quanto mais eu guardo comigo, mais esse quarto se agrava
Tenho me afogado na minha pressa e há muito tempo ando estagnado
Ando tão mal nem ao menos começo
Não tenho força pro próximo passo
Frequentemente eu choro escondido
E o que me sobra são só minhas lágrimas
Eu me machuco a medida que eu vivo
E da minha pessoa não espero nada
Frequentemente eu penso no antigo
Vejo uma mente quebrada
Atualmente eu não sei o que sinto
E o eu do futuro já sente minha falta

Antigamente eu era diferente
Antigamente eu era divertido
Antigamente minha mente me dava o que me confortava não o que eu preciso
Antigamente minha clarividência era medo de não fazer nenhum sentido
Antigamente eu podia ter sido só mais uma linha num grande tecido

Ventos trazem flores mortas
Levam pontas soltas
Superfície: Rocha
Roupa esconde a pele roxa
Cordas frouxas e revolta
Olhos poliglotas
Poetas são sonoplastas de uma era silenciosa
As costas pesam feito Atlas
Novas velhas normas
Homens morrem por mentiras, matam pelas notas
Vivem cegos pela ira
Andam sem ter rota
Homens amam as perguntas, odeiam respostas

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