Saí da cidade
Cabeça cheia
Muito barulho
Vida feia
Fumaça grossa
No pulmão
O corpo fraco
Sem direção
Deixei pra trás
O som da rua
Quanto mais longe
Mais paz continua
Quando vi o gado
No pasto andando
O peito leve
Foi se ajeitando
Não foi remédio
Nem solução
Foi o silêncio
Falando ao coração
Eu prefiro a roça
Prefiro o sertão
Na cidade é peso
Não vale não
Cheiro de mato
Pra respirar
Meu lugar é esse
Até quando eu ficar
Eu prefiro a roça
Prefiro o sertão
Na cidade é peso
Não vale não
Manhã fria
Galo cantou
Café na mesa
O dia começou
Pão de queijo
Quente na mão
Fogão de lenha
Riqueza no chão
Sol racha a terra
Mas faz brotar
Riacho cheio
Peixe a pular
Eu prefiro a roça
Prefiro o sertão
Na cidade é peso
Não vale não
Cheiro de mato
Pra respirar
Meu lugar é esse
Até quando eu ficar
Eu prefiro a roça
Prefiro o sertão
Na cidade é peso
Não vale não
Anoiteceu
Fogueira no chão
Barraco armado
Noite é missão
Bicho cantando
Nós jantando
Prosa jogada
Tempo passando
Eu prefiro a roça
Prefiro o sertão
Na cidade é peso
Não vale não
Cheiro de mato
Pra respirar
Meu lugar é esse
Até quando eu ficar
Eu prefiro a roça
Prefiro o sertão