Mais uma vez o dia está começando
À sete em ponto devo varrer o chão
Tudo encerar, polir, pra ficar brilhando
Faço assim, e no fim, sete e quinze já são
Então, começo a ler, um livro ou dois ou três
A minha galeria eu pinto outra vez
Depois violão e tricô, tentando imaginar
Quando a minha vida vai começar?
Depois do almoço, jogos e usar o forno
Papel machê, balé e jogar xadrez
Vasos, ventríloquia e fazer adornos
Alongar, retocar, escalar, sem timidez!
Então voltar a ler sem tempo me sobrar
Pintar um pouco mais sem nunca terminar
Depois o meu cabelo inteiro escovar
Mas sem sair deste mesmo lugar!
Imaginando
Mas quando?
Mas quando?
A minha vida vai começar?
Amanhã de noite, irão aparecer
As mesmas luzes convidando a descer
Mas como será? Preciso descobrir
Minha mãe, agora, bem podia deixar eu ir