Sei que cê queria que eu sofresse em silêncio
Mas seu tempo acabou, ah, cê tá ligado?
Acho tá funcionando, tô sempre me fudendo
Difícil manter o tom estando desafinado
É foda ver geral rindo da tua dor
Eu subiria o volume, mas tô mutado
Sei que cê ri e acha graça, parça
Te desejo de graça, toda minha desgraça
Cê acha bom viver no gueto, na favela
Passagem livre, tá mais que convidado
Viver no inferno é uma merda e cê herda
Fome, miséria, tiro e vaga de desempregado
Destilo ódio com gasolina e explosão
Penso um plano efetivo problemático
Espero a guerra, o caos e a revolução
Pra ver o resultado palpável midiático
É automático, o sentimento é estático
Silêncio mais dor, é psicossomático
Não é truque mágico, é sofrimento prático
E pra ser enfático não vou ser simpático
Cê é o tal que aplaude tortuna, né?
Te espanco, te afogo, amarro pelos pé
Faço cêis sofrer pra caralho, é
Que nem ceis faz com preto, pobre, e mulher
Cês veste carmim, e nóis come só capim
Cêis vende curumim igual tenda Estamim
Reza até em latim enquanto estupra a Jasmim
Se dependesse de mim, tinha chegado no fim
Cês tem segurança, é mais difícil matar
Vamo fazer justiça, sequestra um familiar
Cê tem esperança de um dia nóis te amar?
É pura ignorância, nóis vai é te eliminar
Eu vou te pegar, você não tem pra onde correr
Tô pronto pra matar, e você pronto pra morrer
Não vai fingir, nem fugir, quer um rolê no SUS?
Se der certo e eu der sorte vou te apresentar Jesus