O Sol se põe tingindo o céu de sangue
E a sombra da porteira vem me visitar
Deixei meu gado solto na pastagem
Pois não tenho mais forças pra trabalhar
Lá fora o vento sopra o seu perfume
Mas aqui dentro o cheiro é de solidão
Eu sinto o gosto amargo do ciúme
Riscando o peito como um ferro em brasa no chão
Quem é que está tirando o seu sossego?
Quem é que dorme onde eu fui rei um dia?
O meu amor agora é de um estranho
E a saudade é minha única companhia
O ciúme me devora como um lobo com fome
Enquanto o vento grita o seu nome
Eu sou o resto de uma chama que se apagou
Vítima desse laço que você deu e deu nó
Eu conheço o caminho desse seu galope
Você não para em nenhum lugar
O que fez comigo, já virou costume
É um ciclo vicioso de enganar
Eu olho pro horizonte e já prevejo
O próximo cavaleiro que vai se perder
Você é estrada perigosa, é precipício
E ele nem imagina o que vai sofrer
O título de próxima vítima já tá escrito
Na testa de quem te ganhar agora
Você entrega o beijo, mas rouba o destino
E quando o dia nasce, você vai embora
Quem é que está tirando o seu sossego?
Quem é que dorme onde eu fui rei um dia?
O meu amor agora é de um estranho
E a saudade é minha única companhia
O ciúme me devora como um lobo com fome
Enquanto o vento grita o seu nome
Eu sou o resto de uma chama que se apagou
Vítima desse laço que você deu e deu nó
É, o gado segue o berrante
E você segue caçando corações
Eu sou só mais um rastro na poeira