Vamos chamar os vaqueiros
Para a pega do boi Caboré
No Vale do Rio lá no sertão
Pernambucano, aonde nós encontramos
Mais de mil e quinhentos vaqueiros
Encourado já procuraram
O boi Caboré quatro vezes
E nunca conseguira pegar
E este ano vai mais de três mil
Vaqueiros encourado
Em Floresta do Navio
Tem um boi véi mandingueiro
Que eu batizei no barreiro
Por nome de Caboré
É um touro machacal
Sempre é solto de curral
Quando cai no matagal
Faz do vaqueiro o que quer
No ano oitenta e um
Fizemo reunião
Mil vaqueiros de gibão
Foram à festividade
O boi foi solto
Na presença dos vaqueiros
Só deixou pra os fazendeiros
Ressaca, enfado e saudade
Neste ano oitenta e dois
Os vaqueiros vão preparados
Com seus cavalos tratados
Traz Caboré ao mourão
Vai ter forró
Na Fazenda Urubu
Patrocínio de Pitú
De Vitória de Santo Antão
Seu Quinca Pedro
Os vaqueiro estão esperando
Raimundinho organizando
Com o pessoal da Floresta
Com os Cornélios
Com Ferraz e com Novaes
Floresta do Navio faz
Pra vaqueiro a melhor festa
Vavá Machado
E Arlindo Marcolino
A dupla que os nordestino
Tem dentro do coração
Que faz a planta
Que canta e que desencanta
O soneto da garganta
Do vaqueiro do sertão
Alô, alô vaqueirama
Nós vamos se encontrar
No dia de ir pegar
Este touro famanão
Lá tem pagode
Tem cachaça e tem mulher
E quem pega Caboré
Será o rei do gibão
Ei ôôôô boi ê gado ôôôôôi
Vamo pra lá Edelso Sobral
Alô Júlio Jacinto!