Sou filho natural de Brejão
Onde tem gado e criação
Tem homem, tem cidadão
Nascido e bem respeitado
Eu era um filho sem dono
Me criei no abandono
E às vezes eu durmo sem sono
Por viver tão desprezado
Sou filho de gente boa
Eu nunca fiz nada à toa
Só me banhei na garoa
Correndo atrás do gado
Gosto de reunião
E de festa de apartação
E as belezas do sertão
É nossas festas de gado
Adeus terrestre e sertão
E adeus festas de mourão
Jesus dê a salvação
Aos vaqueiros batizados