Ê, ô, ô, vida de gado
Fasta pra lá mansinho
Ô, boi ê, ê gado, ôi
Ô natureza divina
Dá-me a santa inspiração
Nos raios do meu juízo
Eletrifique a visão
Pra mim saudar em repente
Os vaqueiros do sertão, ô boi ê
Ô gado, ôe
Os vaqueiros de porção
Começam se preparar
Chico Pinto e Antônio Fonseca
E seu irmão Valdemar
Raimundo em Barra de Corda
Não deixa o boi escapar, ôe
É, ô, boi ê, ei gado ôi
Lembramos de Boitatá
Locutor de vaquejada
Negro Jorge em Araguaína
Tem a munheca pesada
E o seu pai Dedé Canela
O rei da festa encourada, ôô boi êê
Ô vida de gado, ôi
Tem uma dupla afamada
Que a boiada não aguenta
Quando ela entra na pista
Toda a plateia se esquenta
É Ricardinho e Ricardão
Donos da péia 70, ôi
Ê, ô saudade ôêa
Zito Calube da Pimenta
Zé Maria de São Bento
Doutor Antônio Dourado
Receba meu cumprimento
E doutor Roberto Oliveira
Vaqueiro a todo momento, ô ô gado ô
Ô vida de gado, ôi
Outra dupla de talento
É com Eraldo Morais
Junto a Toinho Celestino
Touro não cria cartaz
E Lajedo fica contente
Com o que essa dupla faz
Ê ô ê boi, ê gado ô
Do Pará a gente traz
Quarteto de força extrema
Airton e Manoel Lopes
Gostam de toada e tema
Ralim e Jeová Campos
Castanhal e Capanema
Ô ô gado ôi
Ô ô boi ê, bota no boi Leandro de Souza
Gado manso, vaqueiro mole, ôi boi ê ô gado ôi